2017-08-04
<p>Margarida Tengarrinha – Parte 1</p>
Durante a vida, foi Teresa, Leonor, Marta, e mais tarde, Beatriz. Só depois do 25 de Abril voltou a ser quem era.
Margarida Tengarrinha, militante anti-fascista, 90 anos, 20 dos quais vividos na clandestinidade. Em conjunto com o seu companheiro, o artista José Dias Coelho, criou uma oficina de falsificação de documentos para os camaradas do Partido Comunista Português, incluindo Álvaro Cunhal, já fugido da prisão de Peniche. Durante a década de 1950, as casas de Margarida e José foram dos mais importantes núcleos de resistência ao Estado Novo.
Esta é a primeira parte de uma conversa sobre os anos da clandestinidade, como foi criar as suas filhas Teresa e Guida, a morte do seu companheiro, a impunidade dos assassinos da PIDE e o 25 de Abril.
