2017-05-24
<p>Mojana Vargas sobre Racismo Institucional</p>
Ao contrário de países como o Brasil, os Estados Unidos da América, o Chipre, o Reino Unido, a Irlanda, a Hungria, a Jamaica, o Senegal, o México, a Austrália, a Croácia, a República Checa (entre outros), Portugal não recolhe dados relativos a categorias étnico-raciais quando produz censos ou outros inquéritos oficiais.
O debate sobre esta matéria tem pelo menos dois lados: o de quem acha que perguntar qual a raça ou etnia com que cada pessoa se identifica é, em si, perpetuar o racismo; e o de quem acredita que apenas quando se tiver dados e estatísticas credíveis sobre o assunto se consegue atuar eficazmente com políticas antirracistas, como é o caso de Mojana Vargas. Esta doutoranda em Estudos Africanos no ISCTE-IUL e co-organizadora da conferência “Activisms in Africa”, fala sobre Racismo Institucional e sobre como as estatísticas que Portugal não recolhe resultam nas políticas que Portugal não toma.
